As usinas pisaram no freio com força nesta última virada do ano. Segundo dados da ANP, os fabricantes reportaram ter colocado no mercado um pouco mais de 708,1 mil m³. Isso dá 140 mil m³ a menos do que a produção que havia sido registrada pela agência em dezembro.
Embora esse movimento descendente esteja dentro da normalidade do mercado – a curva de produção dos últimos cinco anos indica que o setor tende a abrir o ano sem muito gás e acelerar até outubro para, na sequência, perder tração –, dessa vez ele teve um vigor incomum. Foram mais de 16,2% de retração entre dezembro e janeiro.
A única outra vez que tivemos um descompasso tão grande entre o fim de um ano e o começo do seguinte foi de 2008 para 2009, quando a produção do – então incipiente – setor de biodiesel apresentou redução de 19,4%.
Lado positivo
Apesar disso, não é realmente possível dizer que o setor esteja tendo um começo de ano ruim. Na comparação com janeiro de 2025, a produção apresentou crescimento de 9,8%, percentual consideravelmente acima dos 7% que a passagem do B14 para o B15, acontecida em agosto passado, pode explicar por conta própria.